Como anda a vida no jardim? , me pergunto dia após dia, olhando fixamente mais uma das fotos encontradas a esmo pela internet. Ler gibis, navegar na internet e ver filmes pornôs são passatempos prediletos. E no jardim, a perversão grotesca toma palco: o hermafrodita pós moderno.

            Dizem que escritores buscam descrever o mundo com palavras rebuscadas: o falso triunfo da simplicidade frente aos relativismos contemporâneos. O exercício de descrição difícil, hoje, banalidade. Procure um blog e encontre banalidades. Procure um fotolog e encontre banalidades. Olhe-se no espelho e encontre banalidades. O que não é banal?

             A procura pelo que não é dito, porque somente pensado, continua.

            Na internet as coisas formam-se com incrível velocidade. O beat acelerado corresponde à experiência com o tempo. Morte ao lento, porque fraco, porque culpado de si pela preguiça que é e que representa para os outros.

            Quem não é hedonista hoje?

           Frente ao sexo falso, prefiro filmes pornôs: a visualidade permite o prazer voyerístico em máxima voltagem. (http://yurifirmeza.zip.net/index.html)

 

Frente ao determinado, só a razão afasta os males.