HUMANO EM 3 ATOS
Ato consciente.
Hoje, decidi largar tudo e ser feliz. Corri desesperado para escrever tudo que imaginava como uma criança no pátio da escola em seu recreio. Nesse escrito, realizei meus desejos assim: larguei os estudos, chutei classes, quebrei televisores, bebi muito e fiquei inconsciente. Foi trágico acordar sem ter alcançado o que realmente insufla minha ânsia de viver. Talvez porque estejas tão presente em mim que minha ressaca impediu de cruzar o Estado para teus braços.
Ato inconsciente.
Não paro de pensar nas coisas minhas. Resolvi indagar-me, então: para que toda essa possessão? Descobri que essas coisas em tempos de guerra são o contingente que refuta a vida. Não estamos em tempo de guerra. Talvez vivamos mais um período de acumulação compulsiva.
Ato falho.
Sempre que leio um livro penso em ti. Talvez minha mudez nesse mar de gente seja pela tua constante ausência que insisto em fazer real ao mesmo tempo em que nego. Como explicar atos tão burros? Igualando isso como o ato falho, só me permito chegar a uma conclusão: a contradição do ser humano é querer amar e sofrer, gozando interminantemente até que isso tudo cesse. Bruscamente. Morto.
Categoria: Poesia
Escrito por Johannes às 16h15
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|