NUDEZ
Nu, meu corpo sob o teu [ou o teu sob o meu]
pesa
(peso material do gostar)
Roupas afastam:
gostar formal, distante pelos costumes.
(te busco nua entre frestas e olhares vigilantes distraídos)
Categoria: Poesia
Escrito por Johannes às 10h36
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UM DISCURSO SOLITÁRIO POR EXCELÊNCIA
Ao afirmar que “o discurso amoroso é hoje em dia de uma extrema solidão”, Roland Barthes está limitando as possibilidades do sentimento amoroso - esse limite é dado por aquele que ama, é solitário por ser singular, é único. Alguns filosófos tiveram a pretensão de reduzir o sentimento amoroso à universalidade. Descartes chamou-o de conveniência; Schopenhauer chamou-o de instinto de preservação da espécie. Mas ambos apenas tentaram descrever o “amor”, tirando dos sujeitos um sentimento único e jogando para o plano desencantado dos conceitos, o filosófico. Esse plano é frio, é sem corpo, é definitivamente sem sujeito/pessoa - é assalto, pois rouba aquilo que de mais singular temos em nosso ser: o encanto de justificar a nossa própria vida na do outro, não por conveniência e nem por preservação, pois o amor é anti-político, como afirma Hannah Arendt. Quando não há uma definição com pretensão de Verdade, o terreno solitário do discurso amoroso se afirma, ele é singular, tem o “eu” como sujeito, tal qual a afirmação de Freud: “A única coisa que me faz sofrer é ver-me na impossibilidade de te provar o meu amor”; que além de afirmar a angústia diante da impossibilidade desse discurso se dar, é ela própria um discurso amoroso, e portanto, solitário por excelência.
(Ao som de “Quando calienta el sol” de Trini Lopez)
Categoria: Filosofia
Escrito por Guilherme às 00h35
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