Gosto bem fundamentado
Diante da pergunta que fundamenta um gostar, alguns costumam procurar a resposta alhures e outros, dentro do próprio gostar. De um lado, o gosto é fundamentado por padrões completamente externos ao sujeito, transmitidos ‘como que por osmose’ da sociedade, das categorias transcendentais ou até mesmo de Deus: nesse caso a investigação se calca em uma justificativa externa ao sujeito e ao objeto, se encontra na relação entre eles. Por outro lado, constitui-se uma investigação interna ao gostar ele mesmo: busca-se no objeto ‘que se gosta’ aspectos que o constituem como passivo de gosto, as qualidades são internas ao objeto, ele é gostável.
É claro, aí poderíamos enfiar tranqüilamente aquela justificação que busca, somente no sujeito gostante aspectos internos a este, dados por uma mutabilidade tão mutável que torna-se impossível a compreensão dessa justificação: a face do relativismo modifica como a água do rio, ao olhar para ele, já não é o mesmo e isso ao infinito ... A pergunta pelo ser, difícil de ser respondida, parece perder-se nas rotas da pergunta, ao invés de destruir-se no caminho da resposta.
Categoria: Filosofia
Escrito por Johannes às 19h48
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