Um frio cartesiano? Possível? Os dedos estremecem, o corpo tão rígido e a alma vagando sobre si mesma... leve, leve, tão leve quanto a pluma... O pensamento talvez fuja para dentro de si mesmo, é lá que ele pode ser livre, jamais para si... jamais para si... Em mim sou várias partes, nos outros, sou nada, frio, rígido, silencioso... Nada de sonhos, nada... O que digo para mim mesmo é simples, partes, é sempre o mesmo, diferente de tudo, diferente de mim mesmo.
Escrito por Guilherme às 00h40
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